domingo, 27 de julho de 2014

A sua insegurança e minha confusão não nos deixa.



Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe mais eu tava exatamente aqui, olhando pra você.

Eu olho pra você, aqui do meu lado, tão perto e ao mesmo tempo parece uma miragem distante. Eu olho para você, parece calmo, mas sei que não está. Ah, garoto se você soubesse como eu também estou, o quanto eu me destruo por dentro a cada vez que olho para você. E tem tantas coisas que eu queria te dizer, mas tenho medo de falar demais, de te assustar, de te empurrar para longe, porque que essa é a minha especialidade, afastar as pessoas. Permaneço quieta, e prefiro você assim também, em silêncio. Apesar do silêncio ser demolidor, mas não tanto quanto as avalanches de palavras que você solta por ai e eu finjo não ouvir, me faço de desinteressada, porque eu sempre interpreto mal , ou não. Sou eu que me iludo demais e depois me detono quando ouço a verdade. Não digo nada, mas penso, porque não pode dar certo? Quanta falta de vontade a nossa. Você passa tempo demais tentando prender a minha atenção que não ouve a si mesmo, mas ao contrario do que parece, eu escuto cada vogal, cada intervalo da sua respiração entre as frases e como o tom da sua voz muda quando se perde na própria historia. E eu simplesmente me repreendo porque não quero ser chata e porque não quero que se afaste com a ideia maluca que assim eu ficaria melhor.